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Quando e como inserir exercícios físicos às crianças

Quando e como inserir exercícios físicos às crianças

Cada vez mais, as pessoas falam da necessidade de ter um estilo de vida saudável, da importância de seguir uma dieta balanceada e de praticar atividade física para ter uma boa saúde. Como consequência desse hábito, evita-se, por exemplo, o sedentarismo infantil, algo que vem crescendo em nossa sociedade. Por isso, a maioria dos pais se preocupa em oferecer uma atividade física aos seus filhos.

Mas, quando se fala na inclusão de atividades físicas às crianças e adolescentes, outras dúvidas se tornam recorrentes: como, quando e qual a quantidade de exercícios que podem ser prescritos a esse público? “Na minha opinião, como profissional especialista na medicina esportiva, todos os profissionais devem ter, em primeiro lugar, a consciência sobre as variações que ocorrem nessa idade. Isso é essencial. Principalmente em crianças (fase pré-puberdade), devemos encorajar a participação em várias atividades. Como resultado, ela desenvolverá diversas habilidades”, destaca Fernando Soares Moreira, médico do esporte da upbe.

Encontre um “meio termo”

Mas um detalhe é fundamental: nesta fase da vida das crianças, não se deve pensar em performance ou especialização em único esporte. Também deve-se ter cuidado com o excesso de treinos durante anos. Sabe a razão? Poderá levar, a longo prazo, a uma aversão à prática esportiva. Ou seja, precisa-se encontrar um “meio termo”. Ocorrem várias mudanças, tanto físicas como psicológicas, no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Por isso, é fundamental que a equipe responsável em inserir essas atividades fique atenta aos mais diversos regimes de treinos nas diferentes faixas etárias. Sem exageros ou radicalismos.

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Orientações importantes

De acordo com a Federação Internacional de Medicina Esportiva –International Federation of Sports Medicine (FIMS), todo profissional pode seguir oito dicas para inserir os exercícios físicos junto às crianças e aos adolescentes. 

  1. Realização de exames médicos pré-atividade, principalmente em adolescentes que vão realizar algum esporte competitivo.
  2. Os treinadores devem saber sobre problemas de natureza física e social e que podem estar relacionadas ao desenvolvimento da criança. Isso ajudará na maneira como o treinamento será aplicado.
  3. A equipe, formada por educadores físicos, treinadores e médicos do esporte, tem a responsabilidade sobre todo o desenvolvimento da criança e do adolescente, especialmente nestes jovens (pós-puberdade) que querem realizar algum esporte em nível competitivo.
  4. É condenável, tanto em nível ético como médico, realizar treinos de máxima performance em crianças.
  5. As crianças devem ser expostas a uma variedade de atividades esportivas. A prática de uma atividade específica deve ser desencorajada.
  6. Ao lado da idade cronológica das crianças e dos adolescentes, a equipe de profissionais também deve observar o grau de maturidade física e psicológica, característica corporal (brevilíneo e longilíneo) e habilidades motoras.
  7. Fornecer equipamentos e locais adequados para realização das atividades físicas.
  8. Planejar sessões de treinamento que sejam toleráveis, de acordo com a idade e característica dos participantes, minimizando ao máximo o risco de lesões.
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