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Exercício em jejum tem benefícios?

Exercício em jejum tem benefícios?

Para começar vamos ver o que acontece com nosso corpo durante o exercício.

Para a realização de qualquer atividade, o nosso organismo aumenta o consumo de energia – quanto maior a intensidade, mais calorias (energia) são gastas. Essa energia tem como origem basicamente: glicose, aminoácidos (das proteínas) e gorduras.

Em repouso nosso organismo está “trabalhando” em modo aeróbico, ou seja, usa o oxigênio (O2) nas células dentro de pequenas organelas chamadas mitocôndrias, que são as “usinas” de energia. A mitocôndria usa então o oxigênio e combina com algum dos substratos que comentamos (glicose, aminoácidos e gorduras) para produzir energia.

No caso do treino em jejum, o conceito que se busca é de “ensinar” nossas mitocôndrias a serem mais eficientes usando mais a energia da gordura. Como estamos em jejum, nossa reserva de glicose no sangue é baixa, portanto “forçamos” nossas células a usar gordura como forma de gerar energia. Esse é um conceito abordado na última diretriz da sociedade americana de medicina do esporte, apelidado “train low” – ou seja, um treino aeróbico, em torno de 50% da sua capacidade máxima de treino, em jejum.

A vantagem desse treino para atletas é que uma vez condicionada, permite treinar em alta intensidade durante mais tempo usando a gordura corporal, que é a nossa reserva (estoque) de energia mais abundante e de maior rendimento energético (1g de gordura rende 9kcal contra 4kcal de 1g de carboidrato). Dessa forma também conseguimos “queimar” os estoques de gordura corporal. As recomendações não são para períodos de competição uma vez que haverá comprometimento do desempenho, mas sim somente em fases do treino – ou seja, períodos em que se faz o “train low” para “treinar” nossas mitocôndrias.

As recomendações desse tipo de treino se referem a atletas e devem ser avaliadas com muita cautela para não atletas, uma vez que um treino desse tipo, dependendo das condições de saúde do indivíduo, pode levar a hipoglicemia, taquicardia e até mesmo a morte durante o exercício.

Na dúvida, consulte seu médico para saber se essa é uma alternativa de treino para você.

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